7 Tendência de Marketing de Conteúdo para 2020

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O Marketing de Conteúdo, assim como diversas outras áreas de negócios, costuma ter grandes tendências que dominam anos. Por exemplo: por décadas, foi uma tendência que empresas que lidassem com B2B publicassem revistas próprias e distribuíssem entre potenciais clientes. Entretanto, a natureza desta nossa era digital é muito mais acelerada e as tendências costumam durar menos tempo, a menos que sejam muito fortes.

Desde Novembro estou pesquisando quais seriam as tendências do marketing de conteúdo para o ano de 2020. Agora, finalmente, acredito ter conseguido descobrir quais as mais importantes. A seguir, vou explicar melhor cada uma delas e detalhar porque elas irão moldar o que será feito na área neste ano.

Vamos lá?

1. Volume no Marketing de Conteúdo

Em julho de 2019, Gary Vee foi até a Ericsson falar sobre produção de conteúdo em 2020. Nesta palestra, a principal lição que pode ser tirada é a de que a produção em grandes volumes é uma tendência de suma importância durante este ano. Você pode assistir a palestra abaixo.

Caso você não tenha tempo para assistir a palestra agora, posso explicar nas minhas próprias palavras a importância de publicar em quantidade.

Basicamente, existem 3 bons motivos para se focar em volume no seu marketing de conteúdo:

  1. Criar dados em quantidade para análise;
  2. Estar em frente ao público o tempo todo, independente de qual ambiente digital ele esteja;
  3. Atingir todo o seu público com conteúdo personalizado.

Claro, cada um desses motivos se desdobra em muitas outras questões.

Em primeiro lugar, a quantidade de dados. Se a sua marca produz pouco conteúdo, dificilmente será possível descobrir rapidamente o melhor caminho para atingir o comprador. Isso porque apenas a produção em quantidade permite que você erre rápido e aprenda rápido.

Em seguida, é importante se focar em estar em frente ao público em todo o seu ambiente digital. Isso pode ser traduzido como um conselho para se produzir conteúdo em todos os canais de comunicação que aquele público utilizar, sempre com relevância. Desta forma fica mais fácil ganhar a simpatia e a atenção do público.

Por fim, temos a questão do conteúdo personalizado. A personalização é uma questão cada vez mais em voga no marketing e o conteúdo não passa longe. Entretanto, para ser possível criar conteúdo que atinja de forma mais pessoal cada um dos seus clientes, é preciso produzir em maior volume.

É importante prestar atenção ao fator de que, independente do aumento de volume no conteúdo, a qualidade e a relevância também precisam se manter em alta. Também é preciso que o conteúdo tenha variedade o suficiente para não entediar quem o consome. Isso tudo acaba criando um problema para as equipes de produção e pode até sobrecarregar os profissionais de conteúdo.

Existem três boas soluções para diminuir o peso que o aumento de volume pode gerar. A primeira é tornar os conteúdos mais episódicos, o que significa abordar diferentes pedaços de um mesmo assunto em mais publicações.

A segunda solução é aplicar completamente a estratégia de conteúdo. Pense nela como o Mise en Place da produção de conteúdo: tudo deve estar planejado, os textos e publicações precisam de briefings com antecedência e a ordem das publicações faz toda a diferença. Portanto, pode ser interessante que a equipe reduza ou até pare a produção de conteúdo por um mês ou dois para criar um planejamento de longo prazo que facilite a produção por um ano inteiro.

Por fim, existe a solução para a qual Gary Vee trabalha como um grande advogado: criar conteúdo através da documentação. Este é um processo em que todas as etapas e setores da empresa se tornam fonte de conteúdo, com a equipe de conteúdo trabalhando mais como jornalistas que apresentam ao público cada pequeno detalhe. Desta forma, o valor e a informação são feitos de forma natural e com um esforço menor.

2. Conteúdo gerado por usuários

Lembra quando a Coca-Cola lançou latas e garrafas que tinham nomes das pessoas? A consequência desta mudança nas embalagens foi uma inundação das mídias sociais com postagens de pessoas que encontravam seus nomes e piadas com as pessoas que não encontravam. Então, alguns meses depois, a empresa fez tudo de novo ao lançar nomes complicado que tinham ficado de fora da primeira leva, gerando uma nova onda de interesse.

Estas postagens realizadas pelos próprios consumidores são o que chamamos de conteúdo gerado pelo usuário. A ação da Coca-Cola é um exemplo excelente, já que a empresa economizou milhões em mídia paga ao fazer o público compartilhar por conta própria sua marca.

A grande vantagem do conteúdo gerado por usuários é que ele serve ao mesmo tempo para ampliar o reconhecimento de marca enquanto cria uma prova social para o produto. Além disso, como este conteúdo é gerado diretamente por outras pessoas, o atrito que o público tem ao ser apresentado a um produto é reduzido.

Com a audiência cada vez menos passiva, existe uma grande facilidade em realizar campanhas efetivas de marketing gerado pelo usuários. Como a maior parte das pessoas conta com um canal próprio de comunicação (seus perfis nas mídias sociais), é muito mais fácil uma campanha viralizar.

Existem alguns tipos de conteúdo que favorecem o Conteúdo Gerado pelo Usuário:

  • Filtros para Stories no Instagram tem uma forte chance de viralizar, especialmente os que são interativos de alguma forma;
  • Realidade aumentada, onde o usuário consegue ver através da câmera do celular uma alteração em algum produto ou ambiente;
  • Incentivando hashtags que possam acrescentar valor a uma campanha;
  • Trabalhando o posicionamento de marca e produto para serem mais “compartilháveis”. É desta forma que o Starbucks e a Coca-Cola trabalham seu conteúdo gerado pelo usuário.

3. Podcast

Se 2019 foi o ano do Podcast no Brasil, isso significa que 2020 é a última chamada para quem quer estar entre os pioneiros no uso deste canal de comunicação. Isso porque cada vez mais as marcas estão povoando o cenário dos programas de áudio.

Algumas destas marcas preferem se associar a grandes produtores de podcasts e atuarem simplesmente como viabilizadores de ações. Este é o caso do Bradesco, que financiou junto às criadoras do Mamilos o projeto paralelo Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes.

Enquanto isso, uma outra parcela das empresas cria os próprios podcasts, focados em atingir públicos dos mais diversos tipos. É o caso do Magazine Luísa, que através do Cabeça de Lab busca atingir um público qualificado e em busca de conhecimento. Já a Alura Cursos Online produz tanto o projeto próprio com o Hipsters Ponto Tech quanto atua como patrocinadora no Nerdcast Tech.

Para trabalhar seu conteúdo com podcasts, é preciso entender o perfil de quem consome esta mídia. Em muitos casos, o consumo é por pessoas em busca de conhecimento. O momento do consumo também importa: normalmente ele ocorre durante o deslocamento para o trabalho ou ao realizar tarefas de casa.

O Podcast ainda é uma mídia de alcance reduzido perto do valor massivo das buscas do Google ou das Mídias Sociais. Ainda assim, eles tem o poder de trabalhar uma entrega de valor gigantesca e atingem o público com o mínimo de atrito possível.

Entretanto, a tendência é que podcasts se tornem um canal de mídia cada vez mais abrangente, com cada vez mais pessoas tendo acesso a smartphones e aos assistentes pessoais domiciliares. Aliás, por falar neles…

4. Conteúdo focado em assistentes pessoais

Nos Estados Unidos, a grande tendência atual do SEO é a corrida pelos posicionamentos zero. Além da enorme vantagem de ter um snippet em destaque nas pesquisas, estes são também os resultados que costumam ser lidos pelos assistentes pessoais.

Embora o acesso aos assistentes pessoais já esteja disponível a muito tempo com os celulares que utilizam iOS e Android, este recurso ainda não se popularizou no Brasil. Entretanto, a tendência é que isso mude com a chegada de aparelhos exclusivamente focados nos assistentes, como o Amazon Echo que chega ao Brasil com o assistente Alexa.

Com o produto entrando no mercado brasileiro e vários dos seus concorrentes apresentando planos para estrear por aqui em 2020, é provável que a popularização dele aconteça. Se isso se concretizar, não só o posicionamento zero na pesquisa ganha importância, mas também a produção de conteúdo que seja legível pelos aparelhos e também de podcasts que possam ser ouvidos através deles.

5. Conteúdo Personalizado

Nada é mais irritante do que ser bombardeado com conteúdo que não tem nenhuma relação com você, não é verdade? Mas o contrário também é verdade: receber muito conteúdo que parece ter sido feito exclusivamente para você é ótimo!

O primeiro passo para entregar conteúdo que tenha caráter pessoal para cada indivíduo do seu público é o volume, que nós já discutimos no primeiro ponto deste texto. Entretanto, como fazer para que esse conteúdo não seja distribuído de forma a se tornar uma torrente sem fim irritando sua audiência?

A única resposta possível é através da entrega dinâmica de conteúdo. Isto quer dizer, claro, que você precisa manter um CRM muito bem organizado e criar automações capazes de ajudar a tirar as informações necessárias dos clientes. Entretanto, uma vez que a máquina de conteúdo personalizado esteja funcionando corretamente, você com toda certeza vai ver resultados.

Claro que esta é uma tendência que funciona bem mais para empresas grandes, com grande capacidade de operar com volume e entrega dinâmica e de manter um CRM atualizado. Apenas a mão de obra necessária já costuma afastar a maioria das pequenas e médias empresas desta empresa. Mas não é necessário.

Pequenas e médias empresas podem se manter atualizadas quanto a essa tendência fazendo apenas o básico. Isto quer dizer que é preciso ter um pouco de pensamento em dados, capturar informações dos clientes, criar buyer personas a partir dos dados e criar conteúdo com foco nestas personas. Apenas estes poucos passos sua empresa já estará fazendo o mínimo de personalização de conteúdo.

6. Conteúdo com propósito

Muito se fala sobre como valor e conteúdo andam de mãos dadas. Entretanto, muitos esquecem do terceiro melhor amigo desta dupla: o propósito.

É muito fácil confundir valor e propósito. Vamos entender o que os separa: o valor faz referência a uma validação do conteúdo por parte da audiência, que percebe sua necessidade. Enquanto isso, o propósito reflete a intenção da marca com relação a quem o consome.

Ter um conteúdo com propósito significa que aquele conteúdo precisa ajudar a mudar o status em que o seu consumidor está. Por exemplo: um conteúdo pode ter o propósito de falar com o consumidor sobre os benefícios de um produto de forma a gerar um interesse na compra.

Existe uma verdadeira infinidade de possíveis propósitos para dar a cada conteúdo. Vamos listar alguns deles:

  • Atrair pessoas que estão realizando buscas na internet;
  • Levar o consumidor de conteúdo a baixar um e-book;
  • Educar o leitor sobre as realidades do seu problema;
  • Testar se um e-mail desengajado volta a se engajar;
  • Alimentar o lead para que não perca o interesse na marca;
  • Gerar interesse na compra do produto ou serviço;
  • Convencer o contato de que o produto é a melhor opção para solucionar um problema.

Eu sei que você está pensado: “mas isto que você listo são as execuções de conteúdo para diferentes estágios do Funil de Vendas”. Sim, é verdade. Mas ainda é muito comum que as empresas que usam de comunicação digital tenham problema para entender a necessidade de dar estes propósitos para seus conteúdos.

Indo além, temos propósitos que fogem do que convencionamos pensar como um funil de automação de marketing. Você pode dar a alguns conteúdos o propósito de auxiliar nas etapas posteriores à compra, como Costumer Success. Também pode se decidir pro criar conteúdos de venda, que auxiliem o Cross Sell.

7. TikTok

Seria impossível fazer um texto de tendências sem falar do TikTok. Esta é sem dúvidas a rede social que mais cresce no momento. O impacto é tão grande que causou uma reação do Instagram, que incluiu ferramentas semelhantes às do TikTok na sua plataforma de Stories.

A verdade é que o TikTok é uma mídia social segmentada e com o público bem jovem, o que pode parecer pouco atrativo para algumas marcas. Entretanto, mesmo estas podem se interessar por criar um canal de comunicação com estes jovens agora para no futuro terem sua atenção.

Para quem já planeja atingir o público jovem imediatamente, o TikTok é um excelente local para praticar o marketing de influência. Entretanto, é preciso ter certeza que o influenciador tem acesso ao nicho de público que você está interessado em se comunicar.

Extra: Conteúdo em Vídeo

Falar que Video Marketing é uma tendência seria um absurdo, já que o uso desta mídia já é uma realidade. Entretanto, é sempre bom falar sobre como o conteúdo em vídeo domina cada vez mais o trabalho na área.

Além de ser o formato de mídia favorito das audiências, o vídeo tem um facilidade de passar conceitos básicos e agregar valor. Entretanto, com cada vez mais empresas e pessoas fazendo vídeo na internet, é preciso ir além da simples gravação e publicação.

Há alguns anos, bastava gravar e publicar um vídeo simples, com pouca ou nenhuma edição, para ganhar destaque. Agora isso não é mais verdade. Passa a ser necessária alguma qualidade técnica nos vídeos para que eles se destaquem nas Mídias Sociais.

Para descobrir como fazer seu vídeo bombar, basta acompanhar influenciadores que já estão fazendo sucesso com esta mídia. Depois, tente copiar e adaptar as técnicas que você ver no trabalho deles para sua própria marca.

Se você quer atingir público no YouTube, então é preciso ir mais longe ainda. Afinal, esta é a segunda maior plataforma de busca da internet. Portanto, é preciso que você comece a entender melhor como funciona o SEO para YouTube.

E o que mais?

Existem, claro, vários outros conceitos que podem ser discutidos e ganham cada vez mais importância na criação de conteúdo. A combinação de SEO e UX para criar textos mais eficientes segue a todo vapor. Ao mesmo tempo, muitos redatores se aprofundam no copywrite e adaptam técnicas para a língua portuguesa. A criação de conteúdos interativos começa a se tornar mais importantes e provavelmente despontará como tendência para os próximos anos.

Que tal você me ajudar a listar mais tendências importantes do conteúdo para 2020 e anos seguintes? Para isto, basta deixar um comentário falando o que você está vendo ganhar força na produção de conteúdo. Aguardo sua colaboração!

Postado no Linkedin por Rafael Guimarães

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